
“Estou cansada de dizer que estou bem, sendo que não estou. Não vou gritar ao mundo o porquê da minha dor, mas também não irei me fazer de forte. Estou destruída, e agirei como tal, não quero saber dos pêsames de ninguém. Passei anos e anos sofrendo calada, em silêncio e sozinha, esperando que alguém notasse que a dor aqui dentro só aumentava cada segundo mais. Mas ninguém percebeu[…] Eu não deixo transparecer no olhar, mas sempre há quem note, se realmente fizer diferença. Que droga de vida, ando olhando para baixo, para o lado, para o outro, e nada me parece normal. Resolvi abaixar a cabeça, jogar meu orgulho de lado e deixar as lágrimas hidratarem meu rosto, depois de muito tempo. Parece que estou sendo forte, mesmo sendo fraca. Eu estou me aliviando aos poucos, sabe? Tirando dos ombros aquela velha cratera, velha e dolorosa cratera. Espero que não volte a abrir esse buraco aqui, em meu coração. Eu realmente espero que tudo fique bem, eu só espero, mesmo sabendo que talvez o “bem” não exista. Afinal, as esperanças é a última que morre - como diz o ditado, não é mesmo? Então, só me resta essa opção. Opção de esperar, talvez sentada, aliás em pé cansa. Sempre restou um único fio de expectativa, e foi apenas essa linha que destruiu-me. Na mesma frequência que uma bomba nuclear destrói uma cidade; no caso, a cidade da vez foi eu. Eu que saí derrotada depois de tudo isso. Tudo anda tão vazio. Tudo anda tão fora de rumo… as coisas parecem se transfigurar do real. Eu estou vivendo em um pesadelo e quero recuperar o urgente o controle da minha vida. Que infelizmente a mim não pertence mais. E sim às minhas terríveis mudanças de humor constantes, que me matam pouco a pouco. Socorro! - minha mente grita em tamanho desespero. Cadê alguém pra me tirar desse caos? Cadê alguém pra me dizer que tudo irá dar certo? Não existe mais ninguém. Droga de amigos. Droga de humor. Droga de música que me faz lembrar os velhos tempos. Tudo é uma droga. Cadê o sentido? Cadê os sentimentos? Tudo se fora e só a mim restou. Eu e minha solidão. Minhas lágrimas que caem com a noite. Meus sonhos que não me escapam do meu pesadelo. É tudo piorando cada vez mais… E o sorriso dói. E os olhos ardem. E a dor da cabeça me inunda de fracasso. Eu me desculpo. Não sei exatamente porquê, mas eu realmente não sei mais o que faço. Nem pra quê ainda vivo.” Bárbara, Larissa Nunes e Fabiana (mentes-expostas)

“Amizade. Palavra pequena, mas com grande significado. Você pode ter muitas, porém poucas são verdadeiras, tem algumas que quando você realmente precisar, essa tal amizade irá acabar, sumir, irão evaporar. Mas tem aquela que vai ficar com você até o fim, nas horas ruins e nas boas, que ela vai lutar para ficar pra sempre, que ela vai tentar tirar um sorriso em meio a tanta tristeza. Aquela que você nunca vai desistir de você, que brigas são somente detalhes, que você pode ligar em plena madrugada e chorar pelo telefone, e ela não vai se importar com o sono muito menos com as horas. Essas amizades você não encontra em qualquer lugar, essas amizades não se pedem, essas amizades são conquistadas, essas amizades dependem de carinho, companheirismo e acima de tudo, amor. Você pode chama-lá de “vadia”, “puta” e “biscate”, que ela não irá se importar. Você pode lhe dizer os piores xingamentos do mundo inteiro, mas ela vai sorrir e lhe retribuir com as mesmas palavras. Isso tudo se deve ao carinho e a admiração. É disso que a amizade precisa. Sua base principal é a confiança; e você simplesmente luta para que nada seja em vão. Para que nada acabe.” Clara e Larissa Nunes (mentes-expostas)

Engraçado como a sociedade de hoje é. Somos todos julgados por muitos motivos digamos que completamente inúteis. Não se encontra mais o respeito desejado entre as pessoas. Até parece que fomos feitos para outros opinarem; seja no nosso cotidiano, nas nossas roupas ou até mesmo nos nossos sentimentos. Isso mesmo, meu caro. Somos julgados até mesmo nos nossos sentimentos. Se aparentarmos felicidade demais para uma pessoa, ela diz que somos falsos; apenas querendo causar boa impressão. Agora, se nos apresentamos tristes e deprimidos, isso é apenas um tanto de drama para variar. A verdade é que nunca estão satisfeitos, sempre tem um tapa a cara a ser dado. Nem se você for um exemplo de perfeição estudantil e em casa, mesmo se for como um gentleman; terão algo contra você, algo para julgar, atacarão inclusive suas intimidades se preciso. Se for virgem, vão lhe tratar como se sua virgindade fosse um crime. Se for pegador, falarão que mantém doenças sexualmente transmissíveis. Todos seus atos após seu nascimento serão julgados, desde o chorar ou não pelo famoso tapinha ao educar de seus filhos. Em sua adolescência todos os olhares estarão voltados para você, e o pior que é somente esperando para dar o bote. E infelizmente durante toda sua vida será assim: Eu ajo, tu julga, eles julgam, nós não cuidamos do próprio nariz. Larissa Nunes e Míryan(mentes-expostas)

Eu sei que deveria esquecer-te, mas eu não consigo. É mais forte que eu, você me faz mal e ao mesmo tempo me faz bem, é estranho isso, nossa relação também, nunca nos encaixamos no quesito “casal perfeito”, sempre fomos diferentes dos de mais casais. Diferentes até demais. Não, nós nunca vamos dar certo, nós nunca vamos ser felizes para sempre eu depositei em você mais do que você poderia me retribuir. Mesmo assim, não consigo parar de pensar em você, meu amor. É como se eu ficasse com os teus restos, aquilo que iria jogar fora, você me dá, entende? É exatamente essa sensação que eu tenho em relação a nós, e eu não sei o porque insisto em usar esse tal “nós”, ele não existe, e quem sabe nem o eu e você existiu. Gostamos um do outro somente nas horas de prazer, durante beijos e abraços, naquele momento de solidão também, e nada mais. […] Nos amamos de uma forma diferente e fria, que sacia-nos por alguns instantes, mas eu não quero uma amor assim, tão passageiro, não quero só restos. Quero um amor por inteiro, que esteja comigo em todas as horas, não só nas que me sentir só, quero o que a de melhor, chega de me contentar com tão pouco, restos não são para mim. Quero te ter inteiramente, e exclusivamente é claro. Quero que seja meu, por um tempo indeterminado e longo. São só desejos, é aquele velho ditado: Querer não é poder. Eu te quero tanto que acabo deixando de enxergar as coisas a minha frente. Me sinto cega, mas não totalmente, porque posso te enxergar. Estou cega de amor, cega de desejo. Mas além disso, estou machucada, ferida por te querer, mas não te ter. Sofrendo por te ter em minhas fantasias mais intensas, e quando acordar de meus devaneios, perceber que não passou de imaginação. Mais uma vez […] É uma rotina, como o tic-tac do relógio, todo dia me pego aqui, perdida em pensamentos. Pensamentos esses que sempre estão ligados a você. Simplesmente, acabo odiando-me pelo fato de estar completamente e perdidamente apaixonada por você. Sem dúvidas não foi o melhor sentimento do mundo. Aliás, culpo-te por ter uma beleza tão fascinante. Uns gestos tão admiráveis e uma voz tão sedutora. Foi por isso, encantei-me por você. Belo mesmo seria se você estivesse aqui… Do meu lado, só para poder chamar-te de meu. Apenas meu garoto favorito. Clara, Bárbara e Larissa Nunes (mentes-expostas)

“Paciência. Cuja palavra não encontra-se no meu vocabulário. Possuo um certo tipo de ansiedade, que ás vezes meu próprio corpo desconhece. Costumo agir com uma equívoca impulsidade. Errada aos meus olhos, pois fazer as coisas desse modo podem ser prejudiciais. Meu corpo não corresponde aos meus pensamentos. É como se ele agisse com livre espontânea vontade, do seu modo. É assustador… Um tanto estranho. Um pouco fora do normal, nada feito para mim. Coisa de gente grande. Coisa para quem tem maturidade. […] Pensar duas vezes leva tempo demais. Esperar cansa. O amanhã ainda está longe. Nada com seu tempo, tudo no meu tempo. Tudo rápido, com probabilidade enorme de mudar. Sem ter o porquê, simplesmente porque eu não consigo esperar o velho acabar, para o novo vir. Essa minha impaciência acaba afastando as pessoas de mim. Chega a se tornar um incômodo, tanto para mim como para os outros. É tão triste. Esse sentimento avassalador. Vejo que necessito aprender a me comportar em relação a tudo que vem me invadindo. É como se um fucarão ou até mesmo um terremoto passasse por dentro do meu corpo e fizesse um desastre enorme. Totalmente irreparável. O meu modo de fazer as coisas acontecerem é complicado aos olhos de outros seres humanos. Em minha mente está tudo correto, como se fosse mil e uma maravilhas. Sou cabeça dura, confesso-lhe. Sou difícil de conquistar e conviver. Não sou amigável e muito menos fácil de se expressar e compreender. Mas sabe de uma coisa? Não me importo. Até mesmo os grandes filósofos tiveram dificuldade para mostrar tudo o que aprenderam. Até mesmo Thomas Edson fez tua experiência mil vezes para provar que estava correto… E então logo eu, um ser humano qualquer. Porque seria tão diferente?” Júlia e Larissa Nunes (mentes-expostas)

“Sentimentos á flor da pele, borboletas no estômago e uma certa excitação. Qual pessoa nunca sentiu uma vontade e um desejo assustador? Arrepios pelo corpo e uma troca de olhares capaz de seduzir a qualquer um. Um olhar marcante e penetrante atingindo o auge. Um toque capaz de eletrizar cada parte mais distante do meu corpo. Um sorriso que acelerava meu coração, e uma voz que me alertava, não importa onde e em qual circunstância, meu corpo chama por ti. Uma química perfeita. A mistura de substâncias, que deu certo. A troca de olhares que faz meu coração palpitar, e quase parar. Um brilho inocente, um calor contagiante. Torna-se quase impossível desviar o olhar de seu rosto, mesmo que por um segundo. Sua boca chama pela minha, como se fossem feitas uma para a outra. O encaixe perfeito. Era possível sentir os dois corações acelerados. Eu já não fazia questão de disfarçar. O meu anseio era maior. Sentia um apetite incrível de você. Dois corpos totalmente diferentes estavam sendo atraídos. Por um amor tão forte quanto todos os nossos defeitos juntos e multiplicados. Um amor que seria capaz de passar por cima de todo e qualquer problema que viesse a aparecer. É uma necessidade de te sentir tão grande, que chega a ser fora do comum desejar-te tanto. Tocar seu rosto macio, contorná-lo com minhas mãos, ah amor, é tão bom te sentir tão perto de mim. Seu corpo colado ao meu, suas mãos que proporcionavam-me leves arrepios… Mordidas na orelha que faziam com que eu sentisse de alguma forma mais prazer de estar junto a você. Como uma explosão. Somos elétricos, sempre queremos muito mais do que podemos ter. Sempre queremos que o mundo gire em torno do nosso amor. Mas é muito mais que isso, porque nós acreditamos que o mundo somos nós. Somos como fogo e gasolina. Somos tão errados, e ao mesmo tempo tão certos. Bárbara, Fabiana e Larissa Nunes (mentes-expostas)

“O correto seria não me apaixonar por você, mas quem disse que meu coração segue o script imposto pela minha mente? Fiz o máximo para que isso não acontecesse. Diversas tentativas, busca por novos amores ou até mesmo amizades. Mas não… Foi tudo em vão. E então parece que o universo está conspirando contra meus desejos. Oras, porque é tão difícil você entender que isso é errado, coração? Hoje me recordei de todos os momentos que passamos juntos. Isso se torna tão clichê, mas foi tudo tão maravilhoso. E outra vez, estou querendo enganar quem mesmo? É tão complicado. É como se algo no interior de mim falasse para te encontrar e deixar que a sintonia nos leve. Mas ao mesmo tempo, esse sentimento choca-se com a teimosia, o orgulho. Diga-me que sensação é essa, por favor? Porque está tudo tão complicado aos meus olhos? Porque você teve de entrar logo na minha vida? Nem sei porque venho me torturando tanto por tua causa. Você não merece nem metade do meu amor. Acho que sou mulher demais pra ti. Não creio que, algum dia, você vá conseguir sentir por alguém algo parecido com o que eu sinto por ti. Você passou como um furacão e foi arrastando tudo aqui dentro de mim. Então, digo-lhe que vou me esforçar ao máximo pra extinguir até o último vestígio que possa restar de você aqui dentro do peito. Vou ser feliz, mesmo com a tua ausência. E por favor, não me procura de novo. Não quero mais nada que possa me fazer mal. O tal do amor próprio. Desapego.” - Larissa Rodrigues e Larissa Nunes (mentes-expostas)