
“Só me resta deitar e chorar. Chorar pelo que não foi e deveria ser. E pelo que foi e não deveria ser. Porque as coisas tomaram um rumo próprio? Pode ter sido um erro meu, ou talvez não. Não consigo enxergar meu erro, não consigo perceber o que foi que aconteceu para tudo se tornar tão… Diferente do que eu havia planejado. Que besteira, planos nunca saem exatamente como esperamos. Podem sair melhores, ou como comigo, piores. Eu fico estática, esperando a resposta de minhas dúvidas aparecerem do nada, mas sei no fundo, que elas não irão aparecer. Deito em minha cama, julgando-a como um leito de hospital. Vejo-me parada, como se estivesse em coma, ou então… Morta. Mas por dentro. Não sinto mais meu coração bater como costumava. Rápido e animado. Ele está… Quase parando. Talvez seja esse o problema. O quase. Sem respostas, toda a situação se complica, formando nós difíceis de desfazer. Com a alma fraca e vazia, não sei por onde começar a me reerguer. Vejo apenas buracos, que se dilatam mais a cada segundo. Acompanhados de angústias, sonhos não realizados. Promessas não cumpridas. Mentiras e mais mentiras que me fizeram desabar e parecer uma espécie de morta. Uma morta que foi enterrada viva. Que deseja sair daquele caixão tenebroso e viver, mas está presa. Impedida de sair, sem o direito de existir livremente. Eu tenho o diagnóstico para mim mesma, muito óbvio por sinal: estou doente. Sem previsão de cura ou alívio. Consumida por uma fraqueza absurda, continuo viva porque ainda há faíscas. Há pequenas fagulhas de esperança. Só espero que elas não sejam uma farsa ou me decepcionem com o passar de tempo. Pois se eu puder escolher, quero viver. Mas viver com satisfação, sem uma bagagem de más notícias na minha vida.” Bárbara e Maynara (mentes-expostas)
Só me resta deitar e chorar. Chorar pelo que não foi e deveria ser. E pelo que foi e não deveria ser. Porque as coisas...
protege ,me vigia ,me ilumina ,me guarda...governa ,não brinca