
“O despertador tocou. Eu nunca haveria de ter passado por isso, mas parece que naquele momento sua sinfonia aguda ricocheteou as paredes do meu quarto, fazendo-as terem a impressão de que iriam cair sobre mim.Que paranóia. O que estava passando pela minha cabeça? Meu dia só estava começando. Meu pesadelo desde que você tinha ido embora se chamava minha vida. Eu adorava quando a hora de dormir finalmente aparecia e eu tinha minhas nove horas de paz absoluta. Era lá que eu te encontrava e acordava contigo do meu lado… era lá que eu poderia finalmente me sentir verdadeiramente feliz.
Infelizmente, seria um completo equívoco meu pensar que isso duraria para sempre. Ter paz hoje em dia parece ser tão errado que até em meus sonhos isso se tornava a mais completa e inegável realidade. Meu sono foi se esvaindo… eu estava tirando o melhor que tinha do meu dia, só porque isso parecia ser correto. Sofrer com sua falta foi - e ainda é - tudo o que tenho sentido. Isso parece ser tão errado… mas eu nunca parei pra pensar se o que estava fazendo era realmente certo de minha parte. Esse meu abismo de ideias foi ficando cada vez mais profundo, cheio até o topo de ideias contraditórias, eu fui caindo nisso tudo. Eu fui percorrendo todo esse caminho.
Durante todo esse tempo, eu fui uma hipócrita comigo mesma, nunca achei que pudesse admitir, mas eu fui, admito, sempre essas malditas lembranças vêem em minha cabeça,lembro de tudo o que passamos juntos,e sabe aquele abismo? Então, ele só aumenta. Poderia dizer também que fui um pouco ingênua de fingir que eu não sabia que iriamos terminar assim e olhe só para nós dois, parece que nunca tivemos nada, que nunca vivemos nada, mas nos vivemos sim, pode ser difícil para você aceitar,para mim não. Sou orgulhosa, mas agora eu aprendi a ser menos, talvez foi o tempo ou talvez por eu ter te conhecido, talvez não, e é por isso que eu aceito e reconheço todo esse nosso passado.
Hoje, tenho a dor como companheira para todas as horas. Tenho feridas incuráveis. Perca de esperança total. E me pergunto: em que momento passei a deixar de me amar? Em que dia, em que ano eu me tornei tão dependente de você? Não comando mais meus atos, sobrevivo como um zumbi derrotado e cheio de amargura. As lágrimas que tanto caiam sobre minha face secaram. Um vazio imenso se apossou de meu frágil coração. Mas isso não pode durar pra sempre. Ainda darei a volta por cima. Eu não posso considerar a hipótese de que seja o fim para a minha pessoa, nunca. Porque mesmo presa em cordas da agonia, há de chegar um herói para me salvar. E aí sim, recomeçarei a viver outra vez.” Fabiana, Clara e Maynara. (mentes-expostas)
“O despertador tocou. Eu nunca haveria de ter passado por isso, mas parece que naquele momento sua sinfonia aguda...
“O despertador tocou. Eu nunca haveria de ter passado por isso, mas parece que naquele momento sua sinfonia aguda...