
“Têm centenas de palavras não ditas presas no meu submundo, elas estão travadas por um silêncio devastador que tem como um leve sonoro apenas o soluçar que acompanha minhas lágrimas. Eu queria gritar, suplicar algum tipo de socorro, mais a solidão ronda, serve de vigia me mantendo refém, então imagino algum sinal de fumaça que traga alguém até aqui, alguém que possa ser como você que sempre sabia das minhas dores na distância, eu nunca entendi esse seu lado estranho de ser, amigo. Sempre que uma lágrima minha ousava cair, você estava aqui, pra me fazer entender que eu nunca estaria sozinha mesmo que eu não gostasse muito dos seus abraços e de sua mão gélida encostada na minha, você estava ali em presença mesmo que por alguns metros de distância. Seus olhos me protegiam de alguma forma, e essa sua maneira de me cuidar me tornou frágil demais, e hoje que estou sem sua presença não sei me virar, me cuidar, ser forte o suficiente ao ponto de me reerguer das duzentas decepções que lotam a caixa de correio todos os dias. Atualmente o que eu mais queria, era poder ter você novamente aqui ao meu lado. Até podia reclamar de ti por perto; mas você é diferente. De alguma forma, é especial. E sinto que necessito da tua presença. Vem para cá. Que tal me dar um dos teus abraços que antes podiam ser recusados por mim? Proteja-me. Careço dos teus conselhos que sempre me ajudavam. Sinto falta dos nossos momentos; daquele ombro em que eu podia recostar minha cabeça. Já não sustento mais esse peso sobre mim. Está doendo muito, querido amigo. Estou precisando do teu auxílio. Venha para perto de mim e faça esse sofrimento parar, por favor? Essa batalha não está sendo nada fácil. Ainda mais quando todas minhas expectativas e esperanças de que tudo estivesse dentro das regras não estão em alta. É complicado suportar toda essa dor sozinha. É ruim, é difícil. Está destruindo-me por dentro. E no instante, não sei como me estabilizar. Suas mãos gélidas poderiam me aquecer agora, e trazer algum afago que desconheço a tempos, venha me ajudar a esvaziar a caixa de correios e fazer algumas labaredas para queimar as decepções. Eu preciso te enxergar, poder tocar teu rosto e ter a certeza de que os metros foram minimizados por alguns centímetros e enfim de abraçar e ter novamente a certeza de que não estou sozinha, não enquanto você estiver aqui.” Andressa e Larissa Nunes (mentes-expostas)