
“De olhos fechados - bem fechados - eu posso sentir a sua presença, o seu encanto misterioso, a sua existência aguardada adentrando-me por inteira. Posso me fortalecer na sua essência embora para os outros ela seja radioativa. Posso te ter como a minha maior doença, como a minha única cura. De olhos fechados e com o pote dos desejos aberto, me sufoco no teu perfume, me perco no nosso beijo imaginário e em qualquer lugar do mundo, me imagino ao teu lado. Eu me encho de desejos mesmo antes de perceber, meu mundo fica mais feliz, o vento que agora acaricia meus cabelos parecem ser tão suaves… quem diria que um dia iria me sentir assim somente por alinhar meu pensamento com o seu eu poderia me sentir tão bem… Mas, na verdade… De olhos abertos - não tão abertos assim - tudo se resume a esperas em tic-tacs de relógios. Tudo é perguntas sem respostas. Tudo é procuras sem encontros. Tudo é destino sem haver origens. De olhos abertos e o portal da irrealidade fechada, tu se vai e me quebra ao meio, me abandonando incompleta. Sem você aqui parece que nada se encaixa, e então eu me sinto no escuro. Dando passos falsos ao vazio, me sinto explorando o desconhecido, somente pra te ter de volta pros meus braços. Eu queria ser igual a você que me deixou sem respostas, queria poder esquecer seus sorrisos e o som da tua voz tão facilmente como me esqueceu, mas… Eu não posso me consertar. Então enquanto eu não encontrar alguém que supra sua falta, eu irei continuar vazia… com o coração tão apertado como costumava ser a sua camisa predileta.” Fabiana e Milena (mentes-expostas)
“De olhos fechados - bem fechados - eu posso sentir a sua presença, o seu encanto misterioso, a sua existência aguardada...