
“Sou tão estranha. Deve ser por isso que as pessoas desistem de mim. Elas são preguiçosas, sabe? Elas nem tentam desvendar o enigma que eu carrego. Eu sempre tive essa mania de querer estar perto, ser grudenta, possessiva, sempre possuí esse estranho desejo de querer amar. Tenho também alguns trejeitos estranhos. Como falar alto, gostar da chuva e da noite, andar descalça pela estrada, ter o riso exagerado, e ser a mocinha do coração machucado. O ruim é que as pessoas acabam indo embora tão precocemente. Elas ainda não conseguiram descobrir toda essa incógnita que me envolve. Elas não procuram ter paciência comigo, entende? Mas, também tenho um modo meigo por dentro. Sou totalmente sensível. Posso guardar uma dor tão grande dentro de mim… Choro tão facilmente. E acabo me sentindo uma boba por isso. É complicado. As pessoas usam esse ponto de fragilidade, para poderem me machucar. Me atacar com suas palavras. Mas também se enganam. Tenho uma personalidade muito forte. Posso demonstrar ser toda sensível, frágil e meiga por fora. Mas também sei ser dura como uma pedra, quando for o necessário. Mas agora, só te peço. Antes de ir embora meu amor, tente encontrar a resolução de todos os problemas que me envolvem. Tente achar a maneira de me descobrir inteiramente, por favor.” Larissa Nunes e Nathana Lemos (mentes-expostas)