
“Costumava ser a garota do sorriso. Desfilava pelas ruas da cidade esbanjando coragem, autossuficiência e alegria. Acenando para os vizinhos, sentindo o vento quente soprar seus longos cabelos. Ela era tão feliz, pobre menina. Era feliz e nem sabia. Nem desconfiava de tamanha alegria. E aí aconteceu, ela presenciou o amor. Ela sentiu o amor, e isso a destruiu lentamente. A dor dentro dela parece que nunca se esvaia, isso a dilacerava, a matava. Feria cada vez mais profundamente. E ela foi sentindo o amor em suas veias… E a via cada vez mais dependente disso. A via cada vez mais frágil, mais fraca, desprotegida. Cada vez mais sensível. Menina ingênua, se entregou ao amor. Se entregou quase por completo, e já se via necessitando de ajuda. Pediu socorro… Por dentro. Menina, menina. Não faça isso. Não se entregue. Agora? Dependência. Vício. Pior que qualquer droga. Ela estava refém da coisa mais poderosa do universo. Ela não era mais ela. Alguma coisa tinha que preencher esse vazio de quando ela se entregou, claro. Então? Ela encheu de pedra. De ódio, de frieza, amargura. E ainda sobrou vazio. O amor tinha enchido ela de vazio. Tinha a despedaçado. Ingenuidade? Era uma das coisas que esvaíram da menina com o passar do tempo. Com o passar do amor. Adivinha quem cresceu. E agora o que restou, foi a garota do coração partido.” Nathana Lemos e Fernanda Morais (mentes-expostas)
isso é uma verdade, ja aconteceu comigo em