
“Silencie as estrelas para que eu não possa ouvir essas alfinetadas de nostalgia que elas me transmitem, esses cintilantes flocos do infinito que teimam em desenhar sua face no céu negro da noite fazendo que brote lágrimas em meus olhos, por que em meio a todas as outras está ela, a que me presenteaste em uma noite de juras de amor eterno, esse que hoje existe apenas nas constelações e no brilho daquela que foi escolhida para me recordar você, a mais sutil da noite, a estrela que dedilhou delicadamente para ser minha e que hoje venho a nomeá-la com tuas iniciais, como forma de querer que aquele nosso inicio nunca tenha fim. Assim como o pra sempre não existe, o nunca também para mim não existirá, quem sabe desta forma eu possa voltar a ter esperanças sobre o nosso plural, pois não me vejo bem sendo estrela solitária e singular. Mais se solidão anda servindo de amuleto devo em tão me bastar, pois juras de amor eterno sombrearam meus olhos de lágrimas de dor. Deixaram então meu coração antes alimentado pela esperança do luar, do brilho da tua estrela, hoje se encontrar vazio. E o a ideia de plural acabou. Por isso, que seja singular. Meus olhos que antes refletiam o brilho eterno de tuas juras, meu amor hoje está completamente encharcado. Não me faça mais acreditar que olhar para o céu no luar irá me fazer mais feliz, mais protegida. Hoje, nada mais pode me fazer sentir assim. Nem mesmo amar outra pessoa. Todos os dias quando anoitecer, eu tenho certeza de que irei me por a chorar, me torturar. De novo. Até que meu coração limpe e volte a enxergar o brilho de tua estrela como deveria ser. Singela e única da maneira dela, de alguma forma que não me traga você no pensamento. Quero que as noites voltem a me trazer calma e destreza, não quero mais essa avalanche de lamentações, essas que serão em vão, pois você se foi e não serão as lembranças e promessas que te trarão de volta.” Andressa e Fabiana (mentes-expostas)