
“Lembro que eu gostava de brincar com minhas bonecas. Gostava de ficar trocando as roupas delas e ficar chamando elas de “filhas”, era o que eu mais gostava de fazer. Só que minhas bonecas foram perdendo a graça, sabe? Foram ficando cada vez mais esquecidas e jogadas no canto. Então eu percebi que eu tinha crescido. Que eu estava mudando e que nunca mais seria a mesma coisa. Esse foi um dos fatos que eu encarei numa boa. Só que mudou quando eu virei a sua boneca. Quando eu virei a sua boneca, eu… Eu percebi que tinha mudado completamente, entende? Eu me tornei frágil, alguém que precisava muito de cuidados. Fácil de manipular, até. Dominável, como uma marionete. Você me teve em suas mãos. Fui sua completamente. E no final você me maltratou, como uma criança rebelde que destrói qualquer brinquedo que encontra pela frente. E pra piorar, me deixou em caquinhos. Meu bem, você sabia que eu era quebrável, e se aproveitou disso. Mas não deixarei que continue acabando comigo. Virarei o jogo, vou me reconstruir lentamente. De boneca de porcelana a boneca de vidro e do vidro ao ferro. Seguindo em frente, te apagando da minha memória. Pra sempre.” Maynara Costa e Fernanda Morais (mentes-expostas)
“Lembro que eu gostava de brincar com minhas bonecas. Gostava de ficar trocando as roupas delas e ficar chamando elas de...
“Lembro que eu gostava de brincar com minhas bonecas. Gostava de ficar trocando as roupas delas e ficar chamando elas de...