minds exposed
“Cara, na real? Eu sempre fui caidinho por você. Eu sei que eu estou longe de ser notado. Porque olha só pra gente. Você, toda patricinha, cheia de frescuras e sempre toda arrumadinha. Eu, com o cabelo bagunçado, meu tênis todo surrado e com cara de sono o dia todo. Não fomos feitos um para o outro. Definitivamente. Mas é isso o que eu admiro em nós. Os opostos se atraem, e agora vejo que isso não é asneira do campo magnético. Ou até mesmo um clichê que se vê em todos os cantos. Isso é eu e você. Você é tão certa para mim, e eu tão errado para você. Acabo sempre me perguntando porque você me escolhe e volta sempre, acho que eu não aguentaria metade do que você aguentou por mim, mas sei que é isso que me mantém tão caidinho por você. E muito mais que caidinho, eu quero fazer com que você entenda que você é a pessoa mais maravilhosa do universo, que o teu sorriso é tão doce, e que você é o que encanta a todos os olhos. Quem sabe você seja mesmo uma menina diferente das demais, ou eu que seja apenas um dos bobos apaixonados por você, mas eu sei que eu estou disposto a mudar por você. Que eu estou disposto a te assumir e também mostrar como eu sou o cara mais sortudo do mundo, e além disso de como eu me sinto feliz por ter você. Então deixa eu ser tão teu e vem ser minha? Posso não ser o certo para você, mas te garanto que sou a pessoa que mais te ama nesse mundo e que eu estou disposto a ir até o inferno se for preciso para lhe arrancar um sorriso minha princesa. E sei que eu e você juntos somos melhores do que cada um separado vivendo uma vidinha mesquinha e simples. Sei que eu e você juntos nem o mundo inteiro pode nos parar, porque somos assim, certos um para o outro.”
— Mary e Carol - Mentes Expostas.


Eu ainda viajo quando me perguntam como eu te conheci. Eu lembro que você estava com uma camisa gola pólo, com o rosto inchado de tanto beber, e uma latinha de coca cola na mão, eu nem lhe dei bola com o teu “com licença” desajeitado. Mas então eu percebi que o seu perfume iria marcar presença na minha vida e que daquele momento em diante muita coisa mudaria. Sua ligação na mesma semana à noite me surpreendeu, seu sorriso acabou se misturando com a minha bagunça e sua barba passando no meu rosto me fez entender que eu precisava de alguém como você. Desse teu tipo desajeitado e bobão, que sorri das minhas piadas sem graça e faz elogios até quando estou com cara de sono e rosto inchado. Mas foi nessa situação que nos conhecemos, só que ao contrário. Você todo abarrotado, e quem diria que afinal de contas, você seria o que eu estava procurando naquela noite, mesmo que eu não estivesse procurando nada. Encontrei, não é? Foi tão inevitável que aconteceu o improvável, cara. Eu me peguei pensando em você um pouquinho o tempo todo. Um sorriso nascia nos meus lábios quando você falava um “oi” todo envergonhado e dava seu sorriso torto que eu amo. É assim, o amor move montanhas. Você me move. Eu que sempre fui do tipo que olhava com desprezo para qualquer garotinha apaixonada que eu visse na rua… Não que eu esteja apaixonada. Na verdade, não sei, ah… Sei lá, acho que não, mas parece que sim. Acontece que eu não curto sentimento, nunca fiz o tipo meigo. Sou a brutinha do meu grupo de amigos, sou a respondona da família, a bagunceira da classe… Aí você aparece e me quebra no meio, me bagunça e tudo o que consigo pensar é "O que diabos está acontecendo comigo?".”
Carol e Babi. —  Mentes Expostas.


Bom dia! É foda, né? Acordar com o cabelo pro alto, toda amarrotada, com cheiro de cama e mesmo assim querer alguém do lado para te ver acordando. Foda querer isso e não poder. Poder até pode, mas não com quem você realmente quer. Porque se fosse assim, um desconhecido qualquer poderia ocupar o lugar que você, é, você, deveria estar. E quanto mais a gente quer, mais demora, já percebeu? Além de se apaixonar por quem não tem nada a ver, ainda temos que esperar para comprovar se é verdade ou coisa da nossa cabeça que os opostos se atraem. E pior ainda é saber lidar, de longe, com provocações e brigas. Ter que engolir, de longe novamente, piadinhas de má fé e ciúmes jogados ao vento. E saber de tudo isso, lembrar de todos os prós e contras antes de dormir e ainda conseguir pensar em um futuro, próximo ou não, de talvez um nós. Coisa de apaixonado? Não sei, mas que eu to nessa situação, eu sei. Um milhão de coisas passam pela minha cabeça quando penso em você, imagino um talvez relacionamento, não precisa ser sério, nem precisa atualizar no Facebook. Pode ser assim, aberto, levando na boa. Sei lá, sendo com você para mim está bom. É a coisa mais clichê que eu poderia sentir, aquele friozinho na barriga quando você passa do meu lado, com aquele seu cheiro de você. O cheiro que eu gostaria de sentir na cama de madrugada, enquanto me aninho em seus braços. Seu olhar de garoto problema, que eu queria que fosse o meu problema e gostaria muito de ser a sua solução. É um desejo comum até. Todo mundo sonha com o cara perfeito, aquele que vai te ver acordar e abrir um sorriso quando ver seus olhinhos cansados de manhã. E esse meu cara perfeito é você, bem piegas, verdade. Mas cara, das dez maravilhas do meu mundo, você é o primeiro disparado. Isso é um problemão, sabia? Porque quando levanto da cama, frustrada por não estar contigo mais uma vez, volto à realidade. E, sinceramente, a realidade é uma merda sem você.
—  Júlia e Babi.  Mentes Expostas. 


“Eu não tinha nada. Não tinha com quem contar, não tinha um ombro amigo, não conseguia achar alguém que me ouvisse quando eu precisasse. Não tinha dinheiro, não tinha sorte, não tinha uma voz bonita ou inteligência, eu não tinha dom nenhum. Não tinha paciência, não tinha vontade de forçar simpatia. Não tinha vontade de dispensar meu orgulho pra ser um pouco melhor contigo. Não tinha vontade de ser menos indiferente, de tentar mudar aquela nossa situação. Não tinha vontade de chegar em ti e jogar pra fora tudo o que guardava há um bom tempo. Não tinha coragem. No fundo eu não tinha nada, mas porra, eu tinha você. Eu tinha você mesmo depois de você conhecer todos os meus erros. Eu amava poder compartilhar da minha vida com você, amava te ver chegar, e também te ver me apanhar para dentro de você sem ao menos saber. Sempre me esquivava, fugia e foi assim, foi fugindo que perdi a melhor pessoa que eu poderia ter para mim. E hoje quando eu te olho já não sei mais o que significo para você, mas sei que cada dia que vem são mais borboletas que se aconchegam em mim e menos de você por perto. E porra, eu sinto tua falta todos os dias, e queria ter um pouco de coragem para te falar tudo, e enfrentar qual for a verdade, e hoje entendo, porque é ruim se arrepender de algo que deixamos de fazer, assim como eu me arrependo de não ter te falado a verdade e não ter falado que eu era, e sempre fui uma boba apaixonada por você.”
— Nath e Carol - Mentes Expostas.


“Então vai, começa a fazer teu charme e drama. Diz que eu fui o pior cara da tua vida e que seu plano nunca foi se apaixonar. Diz que eu não presto e que não estou valendo nem o pão que o diabo amassou. Começa com essas tuas frescuras e encena suas novelas mexicanas. Diz que não merece sofrer e que eu sou o tipo de cara que mulher nenhuma quer. Mas diz também as coisas que eu já fiz por você. É fácil pra caralho jogar a culpa toda no homem, porque homem é cafajeste, é falso, é traidor. Mas não seja hipócrita de falar que não errou também, que não teve nenhuma participação nessa merda que está a nossa relação. Não aponte o dedo na minha cara como se o único culpado de tudo ter virado uma merda fosse eu. Olhe pra si mesma e acorda! Tu tem tanta culpa quanto eu. Dê sua cara a tapa, faça o certo pelo menos dessa vez. Não finja que é a santinha que a sua mãe pensa que tu é ou que seu pai espera que seja. Não se faz de inocente, porque disso você não tem nada. Você é uma falsa, traidora no mesmo nível que eu. Cada merda nossa teve um dedinho seu, cada obstáculo nosso teve início em algo que você criou. Então não faz o teatrinho de garota boazinha, não faz de conta que tu é um amor de pessoa, porque não é. Você pode dizer tudo sobre mim, com certeza, pode sim. Eu concordo com cada xingamento, grito e reclamação, mas se enxerga um pouquinho. Abre os olhos e percebe que da mesma forma que eu sou o canalha em pessoa, você é a garota que sempre complicou tudo e continua complicando. Olha em volta e enxerga o teu dedo em todos os nossos problemas, tua cara em todos as nossas crises e depois que tiver entendido que somos uma merda conjunta, me procura.
—  Júlia e Babi. — Mentes Expostas. 


“Eu sabia que, depois de todo esse tempo, tudo iria por água abaixo. Meus planos com você, meus sonhos, tudo. Tudo desmoronou. Eu te amei mais que tudo, e você teve a ousadia de me olhar bem nos olhos e dizer que a gente não se amava mais. Até agora me pego refletindo sobre isso. Com você, eu tomei o maior cuidado do mundo, demonstrei carinho e afeto, fiz tudo por você. E se você me quiser de volta? Eu ainda estou na sua mão, eu volto correndo, em um piscar de olhos. Por enquanto, pra você, estou acessível. Mas não deite com os pés pra cima, porque o tempo passa. E o tempo, meu caro, cura. Aos poucos, mas é um ótimo cicatrizante. E eu sei que cada dia que se passa a vida corre, a vida passa, e eu desisto ainda mais daquilo que um dia eu ousei chamar de amor. Daquilo que algum dia eu ousei chamar de carinho ou algo assim. Porque finalmente a sua fala é clara para mim. Não é que a gente não se amava mais, e sim que você nunca me amou. E eu demorei tempo demais para perceber isso. E quer saber? Mesmo com tudo eu sei que as coisas vão se ajeitar. Porque em 24 horas muita coisa pode mudar, e depois, eu aprendi que se eu fizer essa mudança as coisas são melhores. Então acho bom você começar a correr, rezar, fazer simpatias e o que mais te falarem, porque meu querido, sinto em lhe dizer, mas o mundo não gira em torno do seu umbigo, e depois de tanto tempo eu finalmente aprendi o que você tanto me dizia, e entendi que amar sozinha não cola, e que dar sem receber é muito mais que caridade, é muito mais que suicídio, é burrice, e você sabe, isso nunca fez o meu tipo.”
— Mary e Carol - Mentes Expostas.


“Então toma aqui, tô me dando pra você. Tô me dando ao todo, faz o que você quiser, faz o que você tiver vontade de fazer e se não quiser fazer nada comigo, me joga em algum canto esquecido e me deixa lá, do mesmo jeito que você faz com tudo que não te serve mais. Se quiser me usar, usa, se quiser cuidar, cuida. Mas se não quiser, sem problemas. Agora sou tua, não tem mais para quem dar satisfações do que vai fazer e o que sente. Agora é contigo, ninguém, nem mesmo eu, vou te cobrar algo. Você que sabe, então faz direito, faz do teu jeito, faz como você quiser, mas se for fazer, faz certo. Não complica, não atrasa, não demora. Não fode com tudo. Assim como a noiva fica com medo de ser abandonada no altar, eu também fico. Meu barco é instável. Uma hora está em calmaria, outrora em alto mar. Deixo que me use, abuse, faça o que quiser. Mas com uma mínima condição: quando o barco estiver precário e começando um naufrágio, segura a minha mão e diz que vai ficar tudo bem. Afinal, isso conforta. Conforta tanto que não precisa ser verdade. Lembra de Titanic? Jack disse à Rose que ele iria encontrá-la, mas ela nunca mais o viu. Ele forjou um final feliz que nunca iria acontecer. Mas isso a confortou. E ela sobreviveu. Não precisa ser verdade, mas aperta a minha mão e atravessa o mundo comigo. Você pula, eu pulo, lembra? Mas só se você quiser.”
Julia e Mary - Mentes Expostas


“Então você dedica aquela música que eu tanto amo para mim, dizendo que se lembrou de mim quando ouviu pela sexta vez seguida antes de dormir. Diz que sentiu alguma coisa diferente no refrão, e que eu me encaixei perfeitamente nos detalhes que a música trazia. Sussurra que aquele refrão meloso foi feito pra gente e que aquele começo lentinho te fez sonhar com o dia que vai dormir e acordar do meu lado. Fala que se lembrou de mim quando a música ficou mais agitada, e que aquilo ali significava nossas brigas e que chorou nos últimos segundos da música. Que se segurou por ela toda, mas que a saudade de mim e a vontade de estar perto foram maiores que seu jeito duro de homem. Você diz que quando a música acabou se lembrou do que sentiu quando eu fui embora dizendo que não voltaria. Mas voltei. Diz que quer estar comigo e ouvir a “nossa” música em um futuro distante e lembrar de como tudo foi complicado, mas descomplicou. E eu só ouvia calada cada palavra tua, cada sussurro de desejo. Fiquei em silêncio esperando uma brecha para falar, desejando que as lágrimas não me traíssem. Não desta vez. E quando finalmente você se calou, senti meu coração apertar e minha garganta ficar seca. Se eu abrir a boca, sei que vou chorar e eu realmente não quero ser a fraca que sempre fui contigo. Você implorou que eu dissesse pelo menos uma palavra, mesmo que monossilábica. E a única coisa que consegui foi sussurrar baixinho o teu nome, sentindo as lágrimas descendo como se fosse algo inevitável, como se estivesse escrito em algum lugar que aquilo deveria acontecer. Eu me entrego ao momento e desisto de tentar parecer forte, eu nunca fui o tipo de garota coração de aço, nunca tive vocação para ser fria. E foi nesse meu pequeno problema de ser coração mole, que me entreguei à você nas outras milhares de vezes que você fez merda e voltou. Por um pequeno deslize conheci você, e por um deslize maior ainda, me apaixonei. Eu finjo muito bem meus sentimentos, foi essa a máscara que criei para parecer menos vulnerável… E no meu pequeno momento de aceitação, digo que te amo. E cara, juro que de todas as besteiras que já fiz na vida, essa foi a pior.”
Júlia e Babi. — Mentes Expostas. 


“E pela primeira vez em muito tempo a minha vontade de escrever voltou. Mas o motivo é totalmente novo. É aquele carinha que eu conheci por um canto qualquer, que quando o mundo souber da história vai falar que foi o destino. Ou que só pode ser Deus juntando duas pessoas. Eu preciso que você saiba, seu moço, que você mexeu comigo de um modo que é meio irônico, sabe? Nunca pensei que iria esperar, e, ao mesmo tempo, não esperar nada. Que eu iria torcer para você querer a mim e de um modo ou de outro. E de certa maneira querer te afastar de mim. Mas mesmo com tudo isso não há nada melhor do que saber que você se interessou por mim, e ter todas essas dúvidas sobre você. De ter desconfiança de que você é daqueles caras bem canalhas e cachorros que passam sexta com uma, sábado com outra e domingo dá desculpa que precisa dormir pra encarar a semana, porque seu salário não é assim tão grande. Eu sei, é tudo muito confuso, e muito sem sentido, principalmente vendo do ponto de vista que tudo que eu aparento querer é você, como apenas mais um daqueles meus casos que acabam em nada. E por incrível que pareça, mesmo com tudo isso, eu sei que é o teu mistério e esse teu jeito, que só você tem, estão me conquistando por inteira. Eu não sei como, mas você consegue ser uma mistura de certo com proibido. O tipo certo de pessoa errada. Com você, eu saio da minha mesmice e vivo uma aventura intensa, cheia de desejos e contradições. Ao mesmo tempo que quero te amar e te ter perto de mim, sinto repulsa e quero te afastar o mais rápido possível. Eu sinto que é perigoso, mas quero tentar. Quero me entregar. A vida tem seus momentos de riscos, mas o que é que tem? Você é o meu risco, e eu quero te enfrentar.”
— Carol e Mary - Mentes Expostas


“Talvez, pelo menos dessa vez, tenha que ser diferente. Vou me levantar, tomar meu café e sair por aí, sem eira nem beira, só pra ver no que vai dar. Ouvi falar que sair sem rumo, uma vez ou outra, faz bem, faz pensar na vida. Mas então eu me lembro que quem fez essa pesquisa fui eu. Agora tanto faz. De vez em quando, a vontade de viver fica sufocada dentro de você. Às vezes por pouco tempo, outrora por tempo suficiente para que um turbilhão de sentimentos exploda e te leve cegamente para uma rua qualquer em uma cidade completamente desconhecida e confortadora. Você, na verdade, está perdido, mas nunca se sentiu tão encontrado. Pode se dizer que, errando o caminho é quando a gente acaba acertando. É no errado que a gente se funde. E isso é incompreensível. Incompreensível pois sempre queremos tudo certo, sempre fazemos planos e mais planos, sonhos e mais sonhos, e esquecemos do principal, de brilhar por nós mesmos. Esquecemos de sorrir e que a vida tem que se vivida, que precisamos ser também um pouco loucos, um pouco normais, um pouco bagunçados, um pouco nossos. E agora, depois de tanto tempo perdido, depois de demorar tanto para perceber o que estava em minha frente e eu não vi, eu digo, valeu a pena. Valeu a pena acordar e querer ser diferente, valeu a pena acordar e ver que a minha loucura era o meu destino e que só assim eu poderia ser livre. E depois, de tudo isso, eu olho para trás e só me arrependo de ter demorado tanto para me libertar de mim mesma, só não me arrependo das minhas conquistas, das minhas batalhas, e de tudo que eu já fiz de bom. E o principal, por ter demorado tanto para me perder, pois foi assim, se perdendo que eu te achei, e consequentemente soube que estava no caminho certo.”
— Mary e Carol - Mentes Expostas